sexta-feira, fevereiro 16, 2007
visita a lisboa nas férias de natal
quinta-feira, janeiro 11, 2007
pas sans toi
sexta-feira, janeiro 05, 2007
mão
Sim, Eras tu
Lá estava eu,
De novo pensando sozinho
Com um grito suave
Implorava o teu carinho
Num dos meus pensamentos
Tive medo de te perder
Mas tão grandes sentimentos
Não dão para esquecer
Sim, eras tu,
Quem neles mandavas
Sei que mais um dia
E já não te lembravas
Recordo triste
A frieza com que falavas
E encontro no escuro
A calma com que sonhavas
Deixei-me levar
Voando no teu beijo
Descendo à terra feliz
E viver o simples desejo
- Gonçalo De Oliveira Nunes Serra
De novo pensando sozinho
Com um grito suave
Implorava o teu carinho
Num dos meus pensamentos
Tive medo de te perder
Mas tão grandes sentimentos
Não dão para esquecer
Sim, eras tu,
Quem neles mandavas
Sei que mais um dia
E já não te lembravas
Recordo triste
A frieza com que falavas
E encontro no escuro
A calma com que sonhavas
Deixei-me levar
Voando no teu beijo
Descendo à terra feliz
E viver o simples desejo
- Gonçalo De Oliveira Nunes Serra
poema solidão
Entre sombras que vivo
O vento que passa
Corre para mim
Na noite me abraça
Conta-me segredos
São recordações
Que vêm de ti
Tantas emoções
Dentro de um poema
Tento imaginar
Palavras que invento
Para te cantar
Não posso conter
Tanta solidão
És vida na tela
A minha canção
Olho horizonte
E sinto por fim
Que vens muito ao longe
Correndo p'ra mim
Só, com a guitarra
E o som que me agita
Os dedos me tremem
É vida que grita
-Ricardo Oliveira
O vento que passa
Corre para mim
Na noite me abraça
Conta-me segredos
São recordações
Que vêm de ti
Tantas emoções
Dentro de um poema
Tento imaginar
Palavras que invento
Para te cantar
Não posso conter
Tanta solidão
És vida na tela
A minha canção
Olho horizonte
E sinto por fim
Que vens muito ao longe
Correndo p'ra mim
Só, com a guitarra
E o som que me agita
Os dedos me tremem
É vida que grita
-Ricardo Oliveira
quinta-feira, janeiro 04, 2007
esta velha angustia
Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
(...)
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou uma internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim...
Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!
- Alvaro Campos
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
(...)
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou uma internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim...
Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!
- Alvaro Campos